quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Há dias em que a gente acorda sentindo o ambiente vazio
"você não é daqui não, né?"
pois eu trazia os vícios da grande cidade
"não, sou de Brasília"
e tudo ficou explicado

Lugar tão habitado
mas mesmo assim tenho dificuldade de encontrar loucura parecida com a minha
na esquina de cada uma dessas ruas
humanos parecem querer se complementar

E eu penso
falo comigo mesmo
apenas

Quer algo melhor do que os goles de saliva?
Pros solitários, só um copo de vinho quente
tomo goles de vida solta.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Sagaz, cidade.

Conheço essa cidade como meus pensamentos
até comparo as ruas: percorri curvas semelhantes em alguns corpos
Passei pra registrar uns fatos
acabei fazendo parte da maioria deles.

Essa parte da história eu conheço bem!

É, amigo...
não fujo da arraia, não.
Nunca fui de traçar passo em vão,
gosto de escrever em verso tudo o que eu não previ, pra vê se vejo o que há
mas não prevejo nada...
É por isso que a maioria não mergulha nu dentro de mim.

Encosto a cabeça na cadeira do busão e olho pra cima
esse céu azul meio cinza estático me traz calmaria
Há outras coisas que causam a mesma sensação de paz
Mas às vezes eu preciso só do meu espaço
Tanto egoísta como sagaz...

domingo, 4 de outubro de 2015

Longitude

Nada do que já fizemos poderá ser desfeito de fato
Não me submeti ao que a maioria aprova, isso já significa meu mundo estável
Mostrando a alma sem máscara mas o espírito envolto de escudo
Malandro é quem respeita o espaço!

É bom saber que o mundo é grande
mas mesmo assim dói saber que SP tá tão longe
A agitação da minha mente é semelhante a Rua Augusta, da qual eu desconheço
Permaneço distante
Nesse instante rezo pra que eu não me esqueça um segundo
Solitude nata
procuro o que não me prenda
fico onde me cabe melhor

Mais um dia de missão cumprida
é agora que volto pra casa
Não estou muito cansada para me despedir agora
Mas o cedo tornou-se tarde pr'eu me ajeitar sem que o tempo pare
Finjo que tenho pressa.