quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O olho

São tantos olhares...
Insatisfeitos
Impacientes
Irreconhecíveis.

Irresistíveis de não se olhar
Ferramentas da percepção
Porta pra alma
Virtude dos que percebem

Paixão
Germinou pela íris
Percebeu-se pela pupila preta
E pálpebra que palpita

Pura simetria abstrata
De onde se absorve
Toda a pureza de uma alma
Cara lavada

Te contar que o certo é único
Que verdade existe
por ter quem nela acredite
E é assim que tem surgido:
Como simples olhares que se cruzam.