domingo, 16 de novembro de 2014

Noite

As pessoas esperam as horas
Mas as horas não esperam as pessoas
Caminham respirando garoa
na solidão de uma vida atoa
E segundo o primeiro mundo
Isso aqui não pode acontecer
Mas eu quero deixar bem claro:
Palavras clareiam uma vida rasa.

Trago de volta a emoção...
Comoção
Libertação
E crescimento.

Falo muito de sentimento
e me atrevo em estradas
Pois nada do que eu posso dizer
vai ser escutado por qualquer um
A rima que eu escrevo aqui
é pra deixar minha mente fluir
E com sabedoria sempre expandir.

O universo
As coisas inversas
e o inverno.

Um sorriso é simples demais
Pra espalhar por aí o que tenho
Eu quero é mil gargalhadas
O que é puro eu não detenho.

domingo, 9 de novembro de 2014

Prefácio sobre humildade

Onde dinheiro é prioridade
eu dou a marcha à ré
E pego o caminho para a liberdade:
rua da humildade

Onde poder aquisitivo
de tão insignificante
nem se compara à saber trilhar com luta e executar bons passos
Atos de boa conduta

Aqui eu retrato a realidade diferente: sonhadora, nua e crua, inocente
E não me importa
se sem dinheiro eu não compro o vôo
pego o material que tenho e construo minhas asas e a de muita gente

De repente, fiz da rua meu lar
mesmo tendo casa
só pra enxergar além
do meu próprio mundo
ver e perceber que quem tem humildade é quem realmente sabe o que é aprender enquanto se vive, sem se corromper.

domingo, 2 de novembro de 2014

Pacato infinito

Queria ser o infinito teu
Queria ser o infinito que sou
Quando está por perto
Queria ser o inverso do que transpareço
Porque hoje, mais que nunca, padeço
Na minha própria culpa que talvez nem tenho

Queria ser do contra
Sobre meus medos
Na ponta dos dedos com uma folha na mão
Queria ser constante tanto quanto sou
Quando está por perto
Sou o infinito na simplicidade da tua presença
E infinito na complexidade do meu desejo que não cessa

Queria esquecer
E não quero
Espero o que o destino traz
Porque aqui não jaz
É vivo e claro
Que nem pôr-do-sol...