sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Seu nome

Três vogais
Voz trêmula
Sagaz...

Aqui não jaz
Vive
Duas consoantes

Soam ressoando
No abrigo de quatro vogais
Quatro paredes gritantes
Coração

Ressoantes consoantes
Do antes e depois
Do que eu deixei

Agora...

Mais uma hora
Depois da aurora vêm
Vejo que sou refém
Do sentido das minhas palavras

Pensamentos consentido
Ou sem
Do que jaz e vêm
Como quem não quer nada

E quer que além da aurora
Surja a tua chegada
Repleta de alegria em alvorada
"Amor a sabedoria"

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Cálice

Porque hoje eu vou usar palavras pra te confundir
Difundir meu céu no teu
Até a gente dobrar a esquina
querendo voar por cima do breu
A noite traz a desorientação de quem se sentia orientado
Onde as pessoas procuram chamar a atenção e encontram o seu prazer em momento

Ruas cruas
Pensamentos nus
E o poeta aqui:
Cheio de palavras e devaneios soltos
Cura com anestésico natural
Ou não cura nada com fumaça silenciosa...

Bons fantasmas desses meus sonhos
Hão de ir e voltar toda noite
Sabendo que nem sempre as palavras se encaixam na realidade
Eu vim com o espirito armado todo liberto
Ironicamente cheio de liberdade
Tirano...

Há quem sobreviva de fantasias e morre todos os dias
com o pensamento coberto de interrogações
Mas é só mais uma dessas condições que a vida dá
De viver na agonia e querer parar de matutar
No cedo ou no tardar pra ver mais uma monotonia
raiar além do que chamamos de horizonte...