Sou poeta do quarto e da rua
sempre que lhe vejo nua
frente a meus olhos nus
fazendo jus a tudo o que eu posso ver
No meio do céu há um risco
uma nuvem para cortar os maus
pensamentos obscuros...
Sorrir e ir
seguir em busca da paz
Aqui jaz a transparência que
transcende mais que minha própria
essência
A minha alma!
O brilho e a luz no fim do túnel
quantas vezes já vi?
Jamais esqueci das raízes
Hoje elas renascem,
pois o solo mostrou-se fértil
Meu coração...
Já nem preciso de chuva
pra que eu possa enxergar o arco-íris
que um dia perdi
e encontrei
à vista, bem perto da pupila.