E hoje eu acordei com vontade de escrever, na verdade foi a vista do lago que me inspirou. Não sei bem o que quero deixar claro ou expressado dessa vez, mas eu adoro a liberdade. Já não me preocupo mais com o que me afligia, a vida é toda cheia disso. Penso nas pessoas que tem suas prisões e deixam isso por debaixo dos panos, talvez eu queira ser assim também, mas morreria no sufoco. Já não tenho lá aqueles belos pulmões de quando nasci, nicotina destrói as coisas. Cada pessoa é tão diferente, mas algumas são tão iguais! Parecem robores criados da mesma forma. E isso tudo é tão chato no meu ponto de vista... me sinto fadigada com as máscaras que vejo, quando elas caem é como se eu me libertasse junto com o ator (eu disse que eu gostava da liberdade...). Carregar máscaras é um trabalho tão pesado, e é aí que me pergunto porque as pessoas as carregam. Ser eu mesma é algo que, mais do que nunca, vi que é o que me faz bem. Que jamais é preciso disfarçar o seu verdadeiro eu para fazer bem a si mesmo. Uma hora a verdade chega e não há como fugir. Eu queria poder ouvir e executar a palavra de todos os sábios, tudo na mesma hora. Mas quem dita quando cada coisa tem que ser mudada, sou eu. Eu dirijo essa minha vida e confesso que já não acho mais chato, não mais. Cuidar de si mesmo é a melhor coisa que se pode fazer enquanto vivo, é despertar dentro de si a vontade própria de viver e lutar pelas coisas agradáveis, é ser o seu próprio fiel escudeiro sem esperar por ninguém. A verdade é que para mim, o nunca jamais existirá. Costumo dizer que sou vários seres em um só, e não me arrependo disso. Absorvo das pessoas o que quero e o que não posso evitar. Mil coisas! Mil jeitos, mil vidas. Nada com "duas caras", tudo com "sou cada uma dessas coisas" e não há quem ouse dizer que não sou. Há provas? Não, não há. Por essas e outras razões quase relevantes que sou temperamental e justa comigo. Não me defino, não me rotulo (não mais), não sou o que dizem. E gosto de ser assim, que seja! Todos nós temos a ver com isso. Eu escrevo para me libertar.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Minhas verdades acumuladas
Eu sempre costumo escrever histórias e mais histórias, contos e tragédias, mas quando percebi, mil pensamentos já tinham inundado a minha cabeça. Senti que me libertava de várias coisas logo de início. A música ajudava bastante e eu pensava muito em mim, como nunca pensei antes. Entrei naquele mar e deixei muita coisa ser carregada pelas ondas, tudo o que me incomodava e me tirava a paz que é de direito meu. Vi preocupação no olhar da senhora e tudo o que eu queria era observar a lua por que eu já não precisava de mais nada. O sorriso da menina vinha em meus pensamentos e eu deixava-os ir e vir, sem pressa e sem dias cheios. Eu sou vários seres em um corpo só e eu já nem tenho pressa... O tempo passa, e a vida deixa claro o quanto cada momento é passageiro. Mais do que nunca, isso me trouxe paz. O vento da noite não me incomodou e me trouxe tudo o que eu queria e levou o que eu nunca precisei. E eu aqui: voltando a minha essência inicial, sem ninguém para interferir. Alguma coisa ainda tenta me tirar o equilíbrio, mas não devo me entregar as dúvidas. Sempre costumo ouvir que as coisas são como devem ser e nem tudo é o que eu penso sobre. A mente pode ser vilã tanto quanto pode ser a minha melhor amiga. Hoje eu acordei com saudade, acordei com vontade de chorar, quem sabe até mesmo saudade de um abraço. Tem coisas que me causam medo, não sei se corro ou fico por aqui esperando passivamente por algum acontecimento real. Um cuidado, um olhar atencioso... hoje demorei um pouco mais para entrar no mar, o meu olhar estava mais sereno que o normal. Tudo o que eu pensava era leve e suave. Deitei na areia e deixei o vento levar todos os pensamentos, eu mal sabia dizer o lugar exato desses devaneios. Quanto ao mar, levou todos os meus receios. Por fim, me senti livre de tudo o que me empatou por um bom tempo e agora sigo o meu caminho olhando sempre para frente, sem medo, receios... repleta de paz. Tenho em minhas mãos tudo o que eu sempre precisei, talvez eu tenha percebido isso só hoje. E é agora que vejo que há coisas que eu jamais deveria ter deixado para trás e colocado outras no lugar, jamais... Mas, pra terminar de um modo clichê: "as coisas são como devem ser".
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