Então me diz: por que fugir da chuva? A gente não foge do amor. Do mesmo modo que, caminhando na rua em um dia chuvoso podemos escorregar e nos machucar, podemos estar caminhando pela mesma rua, esbarrar em alguém e machucar-se, mas é claro que é diferente, você consegue compreender do que estou falando? Seria lá paixão a primeira vista?
Isso leva um tempo, tudo leva um tempo. "Machucar-se de amor?". Papo de gente que bebe uma boa quantidade de cerveja e no final sai isso... Esquisito. Você foge do sol que esquenta a sua pele, mas não foge da paixão que esquenta o coração. Vai entender, né? Vai. Vamos juntos, então. Vamos. Eu te estendo a mão e você segura, mas segura forte. Espera, não tenha medo.
É... eu não fujo do amor, do mesmo modo que eu também não fujo da chuva enquanto caminho pela rua e ela começa a molhar. Não fujo da paixão, do mesmo modo que eu também não fujo quando o sol começa a esquentar quando sento no banco do ônibus ao lado da janela. Vamos, meu bem. Mergulhe no meu amor assim como eu desejo mergulhar em um dia de chuva, sinta o calor que há entre nós e deseje assim como deseja o sol quando vai até a praia.
Prometo não soltar a sua mão, não tenho essa coragem, não cometo tamanha maldade. Vem, não para de caminhar. Pode vir! Eu cuido de você. Não importa o que aconteça, eu cuidarei de você. E nesse dia chuvoso prometa a mim que irá molhar-se junto comigo, hoje, e em qualquer dia chuvoso que o tempo nos trouxer. Aproxime-se, venha cá. Se precisar, servirei até de guarda-chuva para você, imagina quão engraçado seria?! Ai ai... só eu e tu mesmo. Só eu e tu.
Por fim, acho que você está sentindo sono, pode deitar aqui no meu colo. Contarei umas histórias minhas e te farei cafuné até que durma. Vai, não se preocupe, pode dormir... quando acordar, ainda estarei do seu lado e só irei adormecer depois de você.
Bom sono, bons sonhos, boa companhia.